{"id":2395,"date":"2024-05-24T12:06:38","date_gmt":"2024-05-24T12:06:38","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaloassobio.pt\/?p=2395"},"modified":"2024-05-24T12:06:56","modified_gmt":"2024-05-24T12:06:56","slug":"ferreira-de-castro-e-diana-de-liz-um-amor-quase-impossivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaloassobio.pt\/?p=2395","title":{"rendered":"FERREIRA DE CASTRO E DIANA DE LIZ &#8211; UM AMOR (QUASE) IMPOSS\u00cdVEL"},"content":{"rendered":"<div class='booster-block booster-read-block'>\r\n                <div class=\"twp-read-time\">\r\n                \t<i class=\"booster-icon twp-clock\"><\/i> <span>Read Time:<\/span>6 Minute, 26 Second                <\/div>\r\n\r\n            <\/div><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2396 alignright\" src=\"https:\/\/jornaloassobio.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/images-3.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"279\" \/><\/p>\n<p>Hoje, dia<strong> 24 de maio<\/strong>\u00a0<b> de 2024, <\/b>comemoram-se os <strong>126 anos<\/strong> do nascimento do escritor portugu\u00eas Ferreira de Castro.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Maria FERREIRA DE CASTRO<\/strong>\u00a0 nasceu em <strong>Salgueiros<\/strong>, Freguesia de Ossela (Oliveira de Azem\u00e9is), a <strong>24-05-1898<\/strong>, e faleceu no <strong>Porto<\/strong>, a<strong> 29-06-1974<\/strong>. Era filho de Jos\u00e9 Est\u00e1quio Ferreira de Castro e de Maria Rosa Soares de Castro. Foi casado, primeiro com a Escritora <strong>Diana de Liz<\/strong> e, depois da morte desta, com <strong>Elena Muriel,<\/strong> Pintora espanhola.<\/p>\n<p><strong>Emigrou aos 12 anos para o<\/strong> <strong>Brasil<\/strong>, onde trabalhou durante quatro anos num seringal da <strong>Amaz\u00f3nia<\/strong>. Esta experi\u00eancia serviu-lhe de base ao seu mais famoso romance, <strong>\u201cA Selva\u201d<\/strong> (1930). Seguiu depois para <strong>Bel\u00e9m do Par\u00e1<\/strong>, onde escreveu o seu primeiro romance, <strong>\u201cCriminoso por Ambi\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong> <strong>(1916)<\/strong>, e onde, para al\u00e9m de outros trabalhos, colaborou na imprensa, fundando o jornal <strong>\u201cPortugal\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Em <strong>1919<\/strong>, regressou a Lisboa. Fundou a revista <strong>\u201cA Hora<\/strong>\u201d (1922) e o magazine <strong>\u201cCiviliza\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong> <strong>(1928)<\/strong> e acumulou fun\u00e7\u00f5es nas publica\u00e7\u00f5es <strong>\u201cO S\u00e9culo\u201d<\/strong>,<strong> \u201cABC\u201d<\/strong>, e <strong>\u201cO Diabo\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Em <strong>1922<\/strong>, iniciou a publica\u00e7\u00e3o de <strong>novelas<\/strong> e seis anos depois sa\u00eda o seu <strong>primeiro romance da fase de maturidade liter\u00e1ria<\/strong>, <strong>\u201cEmigrantes\u201d<\/strong> (1928), que marca, uma transi\u00e7\u00e3o para o <strong>Neorrealismo<\/strong> na literatura portuguesa. Nesta obra, o autor debru\u00e7a-se sobre quest\u00f5es sociais e humanit\u00e1rias de um grupo desfavorecido a que ele pr\u00f3prio pertencera. O novo ciclo de realismo social na obra do escritor, mais preocupado com o fundo humano do que com a perfei\u00e7\u00e3o formal, prosseguiu com <strong>\u201cA Selva\u201d<\/strong>, romance que lhe granjeou grande fama internacional, sendo traduzido para v\u00e1rias l\u00ednguas.<\/p>\n<p>Fundou jornais e revistas, foi Jornalista e Presidente do Sindicato. Mas o <strong>golpe de<\/strong> <strong>1928<\/strong> e a censura que se lhe seguiu obrigam-no a fixar-se n<strong>\u201dO S\u00e9culo&#8221;<\/strong>, cuja reda\u00e7\u00e3o abandonou em <strong>1934<\/strong>. Nessa altura viajou pelo Mediterr\u00e2neo e publicou <strong>livros de viagens<\/strong>. Depois de abandonar a dire\u00e7\u00e3o de <strong><em>O Diabo<\/em><\/strong>, ap\u00f3s uma curta passagem em <strong>1935,<\/strong> <strong>viaja \u00e0 volta do mundo<\/strong>. As vendas e as tradu\u00e7\u00f5es dos livros deram-lhe, ent\u00e3o, algum desafogo. Da obra, destacam-se <em><strong>Terra Fria<\/strong><\/em> <strong>(1934)<\/strong> sobre o Barroso, <strong><em>A L\u00e3 e a Neve<\/em><\/strong> <strong>(1947)<\/strong>, romance-reportagem sobre os pastores na serra da Estrela e proletariado t\u00eaxtil da Covilh\u00e3. Seguem-se-lhe <strong><em>A Curva na Estrada<\/em> (1950)<\/strong>, sobre a Guerra Civil Espanhola, e <strong><em>A Miss\u00e3o<\/em><\/strong> <strong>(1954)<\/strong>.<\/p>\n<p>Integrou a <strong>Comiss\u00e3o Consultiva e a Comiss\u00e3o de Escritores Jornalistas e Artistas do Movimento da Unidade Democr\u00e1tica (MUD).<\/strong><\/p>\n<p>Em <strong>1962<\/strong>, foi eleito por unanimidade <strong>Presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores<\/strong>, da qual era o s\u00f3cio n\u00ba 2 e Aquilino Ribeiro o n\u00ba 1.<\/p>\n<p><strong>Em 1974, acolheu o 25 de Abril com grande emo\u00e7\u00e3o e participou logo no primeiro 1\u00ba de Maio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O seu nome faz parte da topon\u00edmia de v\u00e1rias cidades portuguesas, nomeadamente de \u00c9vora, tal como a sua grande paix\u00e3o, a escritora Diana de Liz.<\/strong><\/p>\n<div class=\"wordads-ad-wrapper\"><\/div>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-11427 alignleft\" src=\"https:\/\/ruascomhistoria.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/diana-de-liz.jpg?w=480\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" srcset=\"https:\/\/ruascomhistoria.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/diana-de-liz.jpg 239w, https:\/\/ruascomhistoria.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/diana-de-liz.jpg?w=120&amp;h=150 120w\" alt=\"Diana de Liz\" width=\"275\" height=\"345\" data-attachment-id=\"11427\" data-permalink=\"https:\/\/ruascomhistoria.wordpress.com\/2018\/04\/02\/marido-e-mulher-na-toponimia-recordamos-hoje-o-escritor-ferreira-de-castro-e-a-escritora-e-jornalista-diana-de-liz\/diana-de-liz\/\" data-orig-file=\"https:\/\/ruascomhistoria.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/diana-de-liz.jpg\" data-orig-size=\"239,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Diana de Liz\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/ruascomhistoria.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/diana-de-liz.jpg?w=239\" data-large-file=\"https:\/\/ruascomhistoria.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/diana-de-liz.jpg?w=239\" \/>DIANA DE LIZ\u00a0<\/strong>\u00e9 o pseud\u00f3nimo de<strong>\u00a0Maria Eug\u00e9nia Haas da Costa Ramos<\/strong>, escritora e jornalista, nasceu em <strong>\u00c9vora, <\/strong>a <strong>29-03-1892<\/strong>\u00a0e faleceu em <strong>Ossela<\/strong> (Oliveira de Azem\u00e9is), a <strong>30-05-1930<\/strong>. Era filha de Zacarias Jos\u00e9 da Costa, Oficial do Ex\u00e9rcito, e de Margarida Am\u00e9lia Haas da Costa Ramos. Aos oito anos de idade os pais fixaram resid\u00eancia em Lisboa.<\/p>\n<p>Na capital, a menina recebeu esmerada educa\u00e7\u00e3o, tendo aprendido com extrema facilidade as <strong>l\u00ednguas francesa, inglesa e italiana<\/strong>. Aprimorou entretanto o estudo da l\u00edngua p\u00e1tria e dedicou-se \u00e0 <strong>m\u00fasica<\/strong>. Aos 20 anos tinha cumprido a forma\u00e7\u00e3o intelectual e tornara-se uma <strong>mulher moderna, desempoeirada e desejada nos meios mais elegantes da sociedade lisboeta<\/strong>. Ademais era bonita, muito feminina e sensual.<\/p>\n<p><strong>Continuava a ir a \u00c9vora, acompanhando os pais que ami\u00fade se deslocavam para se inteirarem do estado das suas lavouras;<\/strong> outras vezes, corria a visitar a madrinha, que a adorava. E, com <strong>esp\u00edrito diletante<\/strong>, cultivava a escrita em prosa (pequenas novelas) ou em verso, material que ia colocando em v\u00e1rios peri\u00f3dicos sob o nome por que era conhecida entre as amigas: <strong>Mimi Haas<\/strong>. Assim aconteceu no <strong>\u201cCorreio da Manh\u00e3\u201d<\/strong>, no <strong>\u201cDi\u00e1rio de Not\u00edcias\u201d<\/strong>, no<strong> \u201cDi\u00e1rio de Lisboa\u201d<\/strong>, no <strong>\u201cMagazine Bertrand\u201d<\/strong>, na <strong>\u201cVida Feminina\u201d<\/strong> e outros. Foi no primeiro destes peri\u00f3dicos que, <strong>em 1923, utilizou pela primeira vez o pseud\u00f3nimo Diana de Liz<\/strong>, o qual n\u00e3o viria a abandonar at\u00e9 final da sua curta exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Por este se tornou igualmente conhecida no estrangeiro, escrevendo para o <strong>\u201cABC\u201d<\/strong> de Madrid e para o <strong>\u201cEl Suplemento\u201d<\/strong> de Buenos Aires.<\/p>\n<p>Nestas andan\u00e7as <strong>veio a conhecer, em 1926, o Jornalista e Escritor<\/strong> <strong>Ferreira de Castro,<\/strong> nessa altura vivendo tempos dif\u00edceis de fome e priva\u00e7\u00e3o. Ambos se envolvem numa <strong>paix\u00e3o t\u00f3rrida<\/strong>. <strong>Diana tinha j\u00e1 34 anos e Ferreira de Castro menos seis<\/strong>. <strong>Pretendem casar-se, mas os pais dela op\u00f5em-se \u00e0 sua uni\u00e3o com um homem sem futuro nem profiss\u00e3o e deserdam-na.<\/strong> <strong>Juntam-se em 1927 e v\u00e3o viver para uma casa t\u00e9rrea, sem \u00e1gua nem luz el\u00e9trica<\/strong>, na <strong>Rua Tenente Espanca,<\/strong> frente \u00e0 atual sede da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian.<\/p>\n<p>No ano seguinte, Ferreira de Castro publica \u201cEmigrantes\u201d, o seu primeiro grande romance. A vida do casal melhora um pouco. Em <strong>1929<\/strong>, depois de uma visita a Paris e a Andorra, Maria Eug\u00e9nia <strong>adoece de<\/strong> <strong>tuberculose<\/strong> e o Escritor leva-a para a sua casa natal de Osselas (Oliveira de Azem\u00e9is), tentando uma mudan\u00e7a de ares que lhe seja favor\u00e1vel. Em v\u00e3o. A\u00ed <strong>morre a 27 de Maio de 1930<\/strong>, ano em que \u00e9 lan\u00e7ada \u201cA Selva\u201d, a imortal obra prima de Ferreira de Castro, que conhece um sucesso estrondoso em Portugal e al\u00e9m-fronteiras.<\/p>\n<p>O Escritor vai ent\u00e3o dedicar-se \u00e0 tarefa de <strong>coligir, organizar e procurar Editor para a publica\u00e7\u00e3o dos escritos da mulher.<\/strong> Tarefa dif\u00edcil, porque, como o pr\u00f3prio Ferreira de Castro viria a referir, ela \u00abescrevia pelo puro prazer de escrever e quando isso lhe era voluptuoso. Depois, abandonava os seus trabalhos, quase os esquecia\u00bb. Assim, aparece em <strong>1931<\/strong> <strong>\u201cPedras Falsas\u201d<\/strong>, uma colet\u00e2nea de pequenas <strong>novelas, cr\u00f3nicas e cartas<\/strong>, quase todas publicadas no <strong>\u201cCorreio da Manh\u00e3\u201d<\/strong>, prefaciada pelo seu companheiro, o qual, logo de in\u00edcio, confessa:<\/p>\n<p><strong>\u00abDevo, talvez, a este livro o estar ainda vivo. Se n\u00e3o fora o desejo de o publicar, eu teria seguido, possivelmente, a sua autora, quando a morte ma roubou. (\u2026) Disse-lhe eu, que os seus livros, quaisquer que fossem os esfor\u00e7os a fazer seriam publicados \u00bb.<\/strong><\/p>\n<p>Dando cumprimento ao prometido, surge, passado um ano, <strong>\u201cMem\u00f3rias de uma Mulher da \u00c9poca\u201d<\/strong>, uma novela de maior f\u00f4lego e mais vasta ambi\u00e7\u00e3o. Foi a sua \u00faltima <strong>obra p\u00f3stuma<\/strong>. Entretanto, o pr\u00f3prio Escritor, <strong>consumido pelo desgosto<\/strong>, tinha adoecido gravemente com uma septicemia e tentara o suic\u00eddio. Conseguiu sobreviver e foi convalescer para a Madeira, onde escreveu \u201cEternidade\u201d, que lhe dedicou e se revelou como um grito de revolta contra o fatalismo biol\u00f3gico do homem.<\/p>\n<p>A sua biografia inclui <strong><em>Di\u00e1logos, Cartas Femininas, Cr\u00f3nicas e Pequenas Novelas<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Em sess\u00e3o de <strong>18 de Abril de 1934<\/strong>, a <strong>C\u00e2mara Municipal de \u00c9vora, a pedido do Grupo Pr\u00f3-\u00c9vora, deliberou homenage\u00e1-la, colocando o nome Diana de Lis ao tro\u00e7o de estrada paralela \u00e0 Avenida Dinis Miranda e perpendicular \u00e0s Avenidas Dr. Barahona e Grande Guerra<\/strong>. <strong>A L\u00e1pide foi patenteada no dia 27 de Maio desse mesmo ano.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2397 aligncenter\" src=\"https:\/\/jornaloassobio.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/transferir-3.jpg\" alt=\"\" width=\"325\" height=\"255\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wordads-ad-wrapper\">\n<div id=\"atatags-26942-663020\" data-adtags-width=\"483\"><strong><em>Fonte: \u201cDicion\u00e1rio Cronol\u00f3gico de Autores Portugueses\u201d, (Vol. III, Organizado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Coordena\u00e7\u00e3o de Eug\u00e9nio Lisboa, Publicado por Publica\u00e7\u00f5es Europa Am\u00e9rica, Edi\u00e7\u00e3o de 1994, P\u00e1g. 521 e 522)<\/em><\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p><strong><em>Fonte. \u201cGrande Enciclop\u00e9dia Portuguesa e Brasileira\u201d (Volume 11, P\u00e1g. 190)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Fonte: \u201cQuem \u00c9 Quem, Portugueses C\u00e9lebres\u201d, (C\u00edrculo de Leitores, Coordena\u00e7\u00e3o de Leonel de Oliveira, Edi\u00e7\u00e3o de 2008, P\u00e1g.\u00a0 142 e 143).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Fonte: \u201cDicion\u00e1rio no Feminino\u201d (S\u00e9culos XIX-XX)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Fonte. \u201cGrande Enciclop\u00e9dia Portuguesa e Brasileira\u201d (Volume 15, P\u00e1g. 190)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Fonte: \u201c\u00c9vora Mosaico\u201d, (Revista Editada pela C\u00e2mara Municipal de \u00c9vora, n\u00ba 04, Janeiro, Fevereiro e Mar\u00e7o de 2010)<\/em><\/strong><\/p>\n<div id=\"atatags-370373-66507519820ba\"><\/div>\n<div id=\"atatags-26942-6650751982154\" data-adtags-width=\"483\"><\/div>\n<div id=\"jp-post-flair\" class=\"sharedaddy sd-like-enabled sd-sharing-enabled\">\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\">\n<div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\">\n<h3 class=\"sd-title\">Partilhar isto:<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n        <div class=\"booster-block booster-reactions-block\">\r\n            <div class=\"twp-reactions-icons\">\r\n                \r\n                <div class=\"twp-reacts-wrap\">\r\n                    <a react-data=\"be-react-1\" post-id=\"2395\" class=\"be-face-icons un-reacted\" href=\"javascript:void(0)\">\r\n                        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornaloassobio.pt\/wp-content\/plugins\/booster-extension\/\/assets\/icon\/happy.svg\" alt=\"Happy\">\r\n                    <\/a>\r\n                    <div class=\"twp-reaction-title\">\r\n                        Happy                    <\/div>\r\n                    <div class=\"twp-count-percent\">\r\n                                                    <span style=\"display: none;\" class=\"twp-react-count\">1<\/span>\r\n                        \r\n                                                <span class=\"twp-react-percent\"><span>50<\/span> %<\/span>\r\n                                            <\/div>\r\n                <\/div>\r\n\r\n                <div class=\"twp-reacts-wrap\">\r\n                    <a react-data=\"be-react-2\" post-id=\"2395\" class=\"be-face-icons un-reacted\" href=\"javascript:void(0)\">\r\n                        <img decoding=\"async\" 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Jos\u00e9 Maria FERREIRA DE CASTRO\u00a0 nasceu em Salgueiros, Freguesia de Ossela (Oliveira de Azem\u00e9is), a 24-05-1898, e faleceu no Porto, a 29-06-1974. 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