“Há livros pelos quais deslizamos ao de leve, esquecendo-nos das páginas, à medida que as vamos passando; há outros que lemos com reverência, sem nos atrevermos a concordar com eles ou a discordar deles; outros, ainda, que, porque os amámos tanto e durante tanto tempo, somos capazes de recitar palavra a palavra, dado que os sabemos de cor – sabemo-los com o coração.” Alberto Manguel, Um Diário de Leituras

No ano em que se assinalam os 500 anos do nascimento de Camões, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas homenageia o poeta através do seu cartaz comemorativo do Dia Mundial do Livro 2024 que teve a conceção de Luís Mendonça.
Mas quando se iniciou a comemoração deste dia a nível mundial? Na 28.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1995, foi proclamado que o dia 23 de abril seria o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial, uma vez que foi a 23 de abril de 1616 que Miguel Cervantes faleceu; no mesmo dia de 1899, nasceu Vladimir Nabokov e é neste dia que é celebrado o nascimento de William Shakespeare, que também se acredita ser a data do seu falecimento.
A Diretora-Geral Audrey Azoulay, da UNESCO, anunciou a nomeação de Estrasburgo, França, como Capital Mundial do Livro em 2024, sucedendo assim à capital de Gana, Acra (2023), e à mexicana Guadalajara (2022), afirmando que “em tempos de incerteza”, os livros funcionam como “refúgio e fonte de sonhos”.
Celebrar este dia é incentivar a promoção do livro e da leitura, difundir a importância da literatura como um pilar essencial na educação e na cultura dos povos.
Em Portugal, por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Autores, existe outro dia especialmente dedicado ao Livro. Dia 26 de março é considerado o Dia do Livro Português, dia em que foi impresso o primeiro livro em Portugal.
A imprensa, em Portugal, foi introduzida no tempo do rei D. João II e o primeiro livro impresso em território nacional foi o ‘Pentateuco’, impresso em Faro, em caracteres hebraicos, no ano de 1487. Trata-se de uma obra em hebraico, impressa por Samuel Gacon, um impressor algarvio de origem judaica.
O único exemplar da primeira edição deste livro encontra-se em Inglaterra, depois de ter sido roubado por Francis Drake, quando este atacou e saqueou a capital do Algarve, em 1587.
O segundo livro impresso em Portugal terá surgido em 1489, em Chaves. Trata-se d’ “O Tratado de Confissom”, o primeiro livro cristão impresso utilizando o sistema de Gutenberg.
in https://blogue.rbe.mec.pt/dia-mundial-do-livro-2832961 e https://www.e-cultura.pt/efemeride/176 (conteúdos acedidos em 26/4/2024).
Ler é um ato solitário mas também solidário que devemos partilhar connosco e com os outros!
Sejamos “livros” todos os dias!
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