A ativista marroquina Amina Bouayach, que recebeu, no dia 21 de maio, o Prémio Norte-Sul 2023 do Conselho da Europa, disse à Lusa que os direitos das mulheres são o maior desafio à polarização dos direitos humanos entre países mais e menos desenvolvidos.
“O primeiro é a interação entre organizações não-governamentais, Estados e atores institucionais”, que permite “um primeiro consenso”, explicou; o segundo elemento é o consenso, ou seja, “o tipo de respostas que podem ser dadas aos problemas”.
Por fim, a terceira vertente é ter “uma sociedade inclusiva, com uma abordagem participativa de todo o povo marroquino das 12 regiões de Marrocos”.
“Penso que este prémio também reconheceu esta abordagem para implementar os direitos humanos e a democracia”, reiterou.
Para a ativista, que é também presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos de Marrocos, a situação atual do mundo requer uma “`remobilização` em torno dos valores e princípios dos direitos humanos” e necessita de “muita perseverança”.
“Temos de encontrar um equilíbrio em cada situação, em cada país, em cada continente, em cada conflito. Não podemos implementar padrões para o Norte e padrões para o Sul”, defendeu, sublinhando que a comunidade internacional não encontrou, até agora, formas de equilibrar as soluções entre o Norte e o Sul para questões específicas.
Defensora acérrima da abolição da pena de morte em todos os países, Amina Bouayach admite que sancionar os Estados que seguem esta solução “é importante, mas não é suficiente”.
“Temos de promover o direito à vida, o dever de respeitar a integridade física de cada pessoa. Matar é um ato de violência e os Estados deveriam lutar contra a violência”, sublinhou.
A ativista marroquina recebeu , em conjunto com a rede de universidades Global Campus of Human Rights, o Prémio Norte-Sul 2023, atribuído pelo Conselho da Europa, numa cerimónia realizada na Assembleia da República.
Segundo o júri da organização, Amina Bouayach foi escolhida “pelo seu compromisso com a promoção dos direitos humanos, a igualdade de género e a prevenção da tortura a nível regional e continental”.
Entregue pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o galardão conta com uma vasta lista de vencedores desde 1995, entre os quais se contam os portugueses Jorge Sampaio, António de Almeida Santos e Mário Soares.
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