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Os moinhos fazem parte da nossa história e da nossa memória.
Recuperar moinhos é renovar o nosso património, unindo a ciência e a cultura à luz da inovação.
MOINHOS DO ALTO DE S. BENTO
A Câmara Municipal de Évora procedeu à recuperação dos Moinhos do Alto de S. Bento que haviam esgotado a sua função original há muitas décadas, e do espaço que os circunda e devolveu-lhes a vitalidade e utilidade, com o aproveitamento do local para a concretização de um projeto educativo municipal: um núcleo museológico que tomou o nome do local.
Assim nasceu o Projeto Educativo do Alto de S. Bento, que comporta o Núcleo Museológico do Granito e o Núcleo Museológico da Florística.
Moinho de vento do Alto de S. Bento
No dia 16 de outubro de 2022, o moinho de vento do Alto de S. Bento voltou a exercer a sua função tradicional de moagem de cereal.

MOINHOS DO RIO DEGEBE
Moinhos de água do rio Degebe
Os moinhos de água do Rio Degebe tiveram distintos momentos de construção, entre o século XVI e o século XX. Estas estruturas funcionavam a energia hidráulica e contemplavam um conjunto de elementos que compunham o sistema do moinho, desde o açude que nivelava a cota da água para garantir abastecimento ao moinho ao canal de fuga que encaminhava a água novamente para o rio. Este sistema sustentável perdeu importância com a maquinação desta indústria e o rio viu os moinhos transformados em ruína.
Hoje a maior parte das estruturas estão ao abandono, sem manutenção e sem serem conhecidas pela população. O declínio deste sistema transformador afastou as pessoas do rio e, consequentemente, faz com que as memórias e o conhecimento se percam.
Os Moinhos do Rio Degebe implantam-se ao longo de 66 km, sendo que 34 km foram submersos com a construção da barragem de Alqueva. Os restantes 32 km foram percorridos a fim de documentar, em fotografia e em vídeo, os moinhos ainda acessíveis. Do grupo de 30 moinhos que existiram no Rio Degebe, foi possível registar 15, sendo que os restantes foram demolidos, estão submersos ou encontram-se vedados.
Este trabalho consistiu numa recolha sistemática com três objetivos assinalados: registar o estado atual dos moinhos e dos seus elementos construídos, divulgar à população as imagens para dar a conhecer este património, e possibilitar um trabalho futuro de levantamento fotogramétrico.
Este projeto é desenvolvido pela ASSP – Associação de Solidariedade Social dos Professores com o apoio do CIDEHUS e consiste na itinerância da exposição dos moinhos do rio Degebe que esteve patente na Praça do Sertório, junto à Câmara Municipal de Évora em 2021, tendo percorrido as freguesias do concelho de Évora em 2024 e que, no presente ano, será exposta nas freguesias do concelho de Portel – a iniciativa de dia 5 de abril 2025 integra o programa das comemorações do Dia Nacional dos Moinhos.
Dando assim continuidade ao Projeto Nº 251 do OPP 2017, coordenado por Francisca Mendes, colaboradora do CIDEHUS e executado pela Direção Regional de Cultura do Alentejo em parceria com o CIDEHUS da Universidade de Évora.

OUTROS MOINHOS DA CIDADE
Moinho do Gancho, Horta das Figueiras.
Séculos XVI, XIX, XX
Moinhos do Valente, Horta das Figueiras.
Idade Média ou posterior.
Quinta do Moniz, Horta das Figueiras.
Engenho de moinho de água, de estrutura metálica, situado junto da estrada das Alcáçovas.
Ruínas de estrutura cilíndrica de alvenaria.
Moinho do Cu Torto, Horta das Figueiras, Idade Média ou posterior.
Moinho de vento, reconstruído com fins turísticos e associado a estabelecimento de restauração.
MOINHOS DO BAIRRO DA SENHORA DA GLÓRIA, Malagueira.
Idade Média ou posterior.
Engenho de moinho de água, de estrutura metálica, situado junto da estrada.
Estruturas cilíndricas de alvenaria.
Vendedores de gado na feira de gado em frente à Ermida de São Sebastião.
Ao fundo, são visíveis os moinhos do Bairro da Senhora da Glória.
In https://arqm.cm-evora.pt/index.php/pt-afcme-edn-3229-50173
In https://books.openedition.org/cidehus/23510?lang=en
In https://www.cm-evora.pt/wp-content/uploads/2023/12/INVENTARIO_PATRIMONIO_ALTERACAO_PDME.pdf
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