


No dia 28 de janeiro, pelas 10 horas, esteve presente no Auditório da Escola Severim de Faria, a Dra. Margarida Amaral, Professora de Filosofia do Ensino Secundário e Professora Bibliotecária desde 2016 (Professora Bibliotecária do Ano em 2025), doutorada com uma tese sobre Hannah Arendt e também Professora de Ciências Humanas na Universidade Católica Portuguesa desde 2011, que foi convidada para falar com propriedade sobre a filósofa alemã e a sua obra.
Esta conversa foi precedida do visionamento de vários excertos do julgamento de Adolf Eichmann, que teve lugar em Jerusalém, em 1961.
“Eichmann em Jerusalém” é o título da obra de Hannah Arendt, escrita após esta ter assistido ao julgamento do burocrata nazi, como repórter do “New Yorker”.
Após o visionamento do documentário, passou-se a um pequeno debate em que os alunos interessados tiveram a oportunidade de colocar várias questões à Professora Margarida Amaral no sentido de esclarecer algumas dúvidas ou manifestar alguns pontos de vista sobre a questão do Holocausto Nazi e do conceito de “Banalidade do Mal“.
Sobre Hannah Arendt – aspetos biográficos
Hannah Arendt nasceu em 14 de outubro de 1906, em Linden, na Alemanha.
Em 1924, Arendt chegou à Universidade de Marburg, no meio a uma revolução iniciada pelo jovem Heidegger, que teve grande influência nos seus estudos e no seu pensamento.
A ascensão nazi na década de 1930 lançou-a para a política e as primeiras leis antissemitas de 1933 fizeram com que Arendt decidisse afastar-se do intelectualismo da academia. Desejando uma atuação prática no mundo, ela une-se a grupos sionistas e trabalha para expor o antissemitismo na Alemanha. Como resultado, Arendt foi presa por oito dias e, ao ser libertada, fugiu para a França, o que deu início à sua longa jornada como apátrida. Em Paris, continuou a trabalhar para grupos sionistas que tentavam resistir à ameaça nazi.
Com a invasão da França em 1940, Arendt foi levada para um campo de internamento de onde fugiu para finalmente chegar aos Estados Unidos, tornando-se cidadã americana apenas em 1950. Ainda chegou a viver em Lisboa, entre janeiro e maio de 1941,na Rua da Sociedade Farmacêutica, número 6, antes de embarcar para os Estados Unidos da América, na companhia da sua mãe e do seu marido.
Nos Estados Unidos, publicou as obras que marcaram o pensamento político do século XX e pelas quais é reconhecida, nomeadamente Eichmann em Jerusalém (1963).
Como professora universitária em Chicago, desde 1967, e mais tarde também em Nova York, Arendt ocupou-se, até falecer em 1975, das suas pesquisas sobre “poder e violência”.
In https://www.publico.pt/2017/12/23/local/noticia/hannah-arendt-a-passagem-por-lisboa-a-caminho-da-liberdade-1797052ps://www.dw.com/pt-br/1906-nasce-a-fil%C3%B3sofa-hannah-arendt/a-313754
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