Read Time:4 Minute, 13 Second

Ainda se lembra das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian? Se pensa que já se extinguiram, engana-se. Sabe que existem atualmente 72 Bibliotecas Itinerantes a prestar serviços de Biblioteca Pública Municipal às populações, em que 58 pertencem à RNBP? 

RNBP

Antigamente, era um serviço prestado pelas carrinhas da Gulbenkian, mas agora é da responsabilidade dos municípios, através das bibliotecas municipais, com veículos novos ou adaptados, modernizados e preparados para responder às necessidades, às de sempre e às novas, de quem vive isolado e distante dos centros urbanos, com dificuldades de mobilidade, mas também procurando estar mais próximo das populações dentro das próprias vilas e cidades, as Bibliotecas Itinerantes percorrem diariamente as freguesias e locais mais distantes das sedes de concelho, levando e trazendo leituras, conversas e atividades mas também novos serviços que cada vez se tornam mais essenciais à comunicação dos cidadãos com os serviços online do Estado e das entidades locais. 

 E se a modernização administrativa veio facilitar a vida à maioria dos portugueses, as bibliotecas itinerantes veem como sua obrigação facilitá-la a todos, sobretudo a quem tem mais dificuldade em aceder às oportunidades que as tecnologias de informação e comunicação abrem, seja por não saber manusear os equipamentos, seja por falta de meios para o fazer. 

Combater a exclusão, as iliteracias e o isolamento, fomentar a leitura, entre dois dedos de conversa, ou ajudar a criar uma conta de email ou a comunicar via Skype, é a missão destes serviços de proximidade, disponibilizados pelos municípios através das suas bibliotecas municipais que não poupam esforços para chegar até onde está quem deles precisa. Este serviço público disponibilizado de forma gratuita e para todos, pode ser encontrado em muitas das bibliotecas municipais um pouco por todo o país, muitas delas agregando as mais diversas valências (apoio ao cidadão, pagamentos eletrónicos, digitalizações e impressões, acesso à Internet e utilização de computadores, ações de sensibilização diversas, animação cultural, recolha de património oral, jogos e promoção de atividade física, serviço de referência, de consulta e de empréstimo de livros, jornais e revistas, cd’s e dvd’s e, nalguns casos, até disponibilização de cuidados básicos de saúde).

Um excelente exemplo a destacar é o da biblioteca sobre rodas que anda por Almada a levar livros onde eles menos chegam.
Há uma carrinha que se distingue no largo da Junta de Freguesia de Charneca de Caparica e Sobreda. A sua pintura está repleta de livros coloridos e com títulos bem conhecidos, desde Anna Karénina, de Lev Tolstói, até Os Maias, de Eça de Queirós. A porta abre-se e surge Luís Barradas, o bibliotecário deste espaço — a Biblioteca Itinerante de Almada. Lá dentro, há prateleiras repletas de livros: uns de culinária, outros de literatura estrangeira ou portuguesa, ou ainda os infantis. A um canto, está um computador para apontar as requisições das obras e o horário por onde esta “guardiã” ambulante de livros passará.

A Biblioteca Itinerante de Almada (mais conhecida como BIA) passa pelas freguesias do concelho para levar os livros onde eles menos chegam — o largo da Junta de Freguesia de Charneca de Caparica e Sobreda é só um dos locais. Neste espaço, podem requisitar-se livros da coleção de todo o catálogo municipal das bibliotecas, que tem aproximadamente 106.000 obras, e pedir para se levantar outros objetos que também se podem emprestar, como instrumentos musicais e máquinas de costura.
A BIA foi inaugurada a 21 de Março de 2024, o dia em que se comemora o Dia Mundial da Poesia. “A necessidade desta biblioteca surgiu porque há locais no concelho mais afastados das bibliotecas físicas”, assinala Luís Barradas. 

Já há uma calendarização de iniciativas em que esta biblioteca itinerante estará envolvida, segundo Tânia Fernandes. No presente mês de Março , será numa iniciativa conjunta do Departamento de Cultura e do Departamento de Espaços Verdes de Almada para se celebrar o Dia da Poesia e Dia Mundial da Árvore. Em Abril, está “na calha” o Festival não literário, o Raios Partam os Livros! Já em Outubro, estará na 2.ª edição do Festival É Proibido Proibir, que pretende promover o debate e pensamento crítico.

Relativamente ao incremento deste serviço público tão importante e necessário, há a destacar também o exemplo da  Biblioteca Itinerante de Marvão (BIM) que foi oficialmente inaugurada e apresentada no dia 27 de novembro de 2025, em Santo António das Areias.

A BIM já está a percorrer o concelho, para disponibilizar livros, leitura digital e diversos serviços de proximidade a toda a população. Com este projeto, o Município de Marvão pretende aproximar a cultura e os serviços públicos das suas freguesias, promovendo o acesso à literacia, à informação e à inclusão digital.

Mais informação aqui: https://biblioteca.cm-marvao.pt/Pacweb/Search.aspx

In http://bibliotecas.dglab.gov.pt/pt/noticias/Paginas/Bibliotecas-Itinerantes-servico-de-proximidade.aspx

In https://www.publico.pt/2026/03/01/local/noticia/biblioteca-rodas-anda-almada-levar-livros-onde-menos-chegam-2164847, consultados em 1/3/2026

https://www.google.com/search?sca_esv=fecb66123620f6bf&sxsrf=ANbL-n

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Average Rating

5 Star
0%
4 Star
0%
3 Star
0%
2 Star
0%
1 Star
0%

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Previous post ESCOLA SEVERIM DE FARIA ACOLHE I ENCONTRO DE ESCOLAS CTE
Next post AS (RARAS)VIAGENS DE SEVERIM DE FARIA
Close