Hoje, 15 de maio, comemora-se o Dia Internacional das Famílias. Para o ano de 2024, a ONU destaca como tema a Família e as Mudanças Climáticas, pretendendo aumentar a consciência sobre o impacto das alterações climáticas nas famílias.
No panorama nacional, a categoria Famílias apresenta um total de 4.244.959 agregados domésticos, caracterizado por: 1.013.927 casais sem filhos, 1.350.389 casais com filhos confirmando uma taxa de natalidade baixa para o qual contribuem diferentes fatores (nomeadamente os desequilíbrios financeiros entre sexos, mas também as responsabilidades domésticas e de cuidado). (Fonte: Pordata)
474.473 são famílias monoparentais, destas 401.927 (84,7%) são-no do sexo feminino para apenas 72.546 (15,3%) do sexo masculino. (Fonte: Pordata)
Os agregados de uma só pessoa apresentam um total de 1.046.483 em que 1.046,5 corresponde a pessoas com 65 anos ou mais, uma população muito vulnerável às alterações climáticas. 359.687 indivíduos estão classificados como outros. (Fonte: Pordata)
É importante reconhecer, e salientar, o papel que as famílias podem desempenhar na ação climática. Através de iniciativas familiares e comunitárias, dentro de todas as tipologias de famílias, podem promover-se comportamentos que promovam a ação climática, esta consciencialização pode fazer-se através de educação, de acesso à informação, de formação e participação comunitária. Incentivar hábitos que contrariem o agudizar climático (menos plástico). Contudo, sem medidas drásticas (tomadas a nível dos poderes decisores), a adaptação e a mitigação dos impactos das alterações climáticas tornar-se-ão cada vez mais difíceis e dispendiosas.
Como é do conhecimento geral, as alterações climáticas estão a ter um efeito devastador nas nossas vidas, e na sobrevivência do planeta. No Dia Internacional das Famílias a ONU alerta que as “alterações climáticas têm um impacto negativo na saúde e no bem-estar das famílias através do aumento da poluição, enquanto os fenómenos meteorológicos extremos exacerbados pelas alterações climáticas, como furacões, secas e inundações, conduzem frequentemente à deslocação forçada e à perda de meios de subsistência para famílias e indivíduos.”
Estes eventos excessivos na sua intensidade (como os que têm estado a ocorrer no sul do Brasil, no Paquistão e na Indonésia) têm consequências graves na “produtividade agrícola e no acesso à água, intensificando a fome e a vulnerabilidade. Causam perturbações económicas em indústrias sensíveis aos impactos climáticos, como a agricultura e as pescas.”
Apesar de Portugal ser igualmente afetado pelas alterações climáticas – veja-se, por exemplo, a redução dos recursos hídricos que cada uma das regiões apresenta – não tem sido objeto de calamidades climáticas como as que estamos a observar noutras geografias. Contudo, estas alterações afetam igualmente os portugueses e as portuguesas no quadro da sua vida quotidiana, mesmo que não se apercebam e disso não deem conta.
in https://www.cig.gov.pt/2024/05/dia-internacional-das-familias-15-maio/
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