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Ciclo de Cinema “Entre Olhares”
Cinema e interculturalidade (integrado no projeto de interculturalidade Entre Olhares)
Lista de Filmes
Moçambique:
– Mabata Bata, de Sol de Carvalho , 2017, 1h e 14min, M14
Sinopse
Baseado no conto de Mia Couto, “O Dia Em Que Explodiu Mabata Bata”, escrito em 1986. Conta a história de Azarias, um jovem pastor órfão que sonha ser uma criança normal e poder ir à escola.
Um dia, o melhor boi da manada pisa uma mina deixada pelos combatentes da guerra que decorre no país e explode. Temendo as represálias do tio, o menino decide fugir e embrenhar-se na floresta levando consigo os bois restantes. A família parte em sua busca, para resgatá-lo e convencê-lo a voltar.
Biografia do Realizador
Sol de Carvalho é um realizador moçambicano, nascido em 1961. Ele destacou-se no cinema de Moçambique com um trabalho focado na identidade cultural e nas questões sociais do país. A sua obra aborda temas como a luta pela independência, o pós-independência e os desafios enfrentados pela sociedade moçambicana. Sol de Carvalho tem sido uma figura importante na promoção e desenvolvimento do cinema em Moçambique, ajudando a dar visibilidade às realidades do país. A sua contribuição é essencial para o cinema africano, embora ainda haja pouca informação acessível sobre a sua obra.
– Virgem Margarida, de Licínio de Azevedo , 2012, 1h 27min, M12
Sinopse
1975, Moçambique renasce. A jovem revolução limpa as ruas da capital das prostitutas e dos lugares de prazer. Estas mulheres são amontoadas em autocarros e enviadas para o norte do país, para um campo de reeducação onde deverão aprender, à força, a serem novas mulheres. Uma camponesa de 16 anos, Margarida, também é levada por engano. Esta é a sua história. Mulheres fortes, revoltadas, unidas pela adversidade.
Biografia do Realizador
Licínio Azevedo (Porto Alegre, 1951) é cineasta e escritor moçambicano. Faz parte da geração de cineastas formada no Instituto Nacional de Cinema de Moçambique, nos anos que se seguiram à Independência, com a intervenção de diferentes realizadores, entre eles Ruy Guerra, Godard e Jean Rouch. Como escritor e como cineasta, a sua obra é estreitamente ligada à realidade do país e aos diversos momentos da sua conturbada evolução. Entre o documentário e a ficção, Licínio mistura ambos os géneros, inspirando-se sempre em acontecimentos narrativos e personagens cativantes. É um dos mais marcantes cineastas africanos da atualidade.
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